segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Reforma Trabalhista entra em vigor: o que muda?

     Os brasileiros passaram a contar, a partir de sábado 11, com uma nova legislação trabalhista. A reforma, que traz modificações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), é um dos principais e mais controversos projetos do governo Michel Temer.

O governo defende as mudanças como uma forma de flexibilizar a legislação, corrigir distorções e facilitar contratações. Já os críticos afirmam que elas vão tornar o mercado ainda mais precário e acabarão enfraquecendo a Justiça trabalhista.

No total, o projeto mexe em cem pontos da legislação, mudando as regras em questões como jornada de trabalho, férias, e planos de carreira, além de regulamentar novas modalidades de trabalho, como o home office (trabalho remoto) e o trabalho intermitente.

As novas leis trazem mudanças no papel dos sindicatos e impõem novos obstáculos ao questionamento de direitos trabalhistas na Justiça.

Veja abaixo algumas das principais mudanças:

Acordos coletivos:

Podem se sobrepor à lei, mesmo se menos benéficos, e regulamentar, por exemplo, jornadas de trabalho de até 12 horas, planos de carreira, licenças maternidade e paternidade, entre outras questões, dentro do limite de 48 horas semanais e 220 horas por mês. Anteriormente, acordos coletivos não podiam se sobrepor ao que é garantido pela CLT.

Jornada parcial:

Jornadas parciais podem ser de até 30 horas semanais, sem hora extra, ou de até 26 horas semanais com acréscimo de até seis horas extras. Até agora, eram permitidas apenas 25 horas semanais, sem hora extra.

Férias:

A partir de agora, as férias podem ser parceladas em até três vezes. Contudo, nenhum período pode ser inferior a cinco dias, e um deles precisa ter mais que 14 dias. Antes da reforma, as férias podiam ser parceladas somente em duas vezes, e nenhum período poderia ser inferior a dez dias.

Grávidas e lactantes:

Passam a poder trabalhar em locais insalubres considerados de graus "mínimos e médios", sendo afastadas somente a pedido médico. Em grau "máximo", o trabalho não será permitido. Antes de as Novas leis entrarem em vigor, grávidas e lactantes eram proibidas de trabalhar em locais insalubres, independentemente do grau.

Contribuição sindical:

Não é mais obrigatória. Será cobrada apenas de trabalhadores que autorizarem o desconto de seu salário. Anteriormente, o desconto era feito automaticamente uma vez por ano.

Autônomos:

Empresas podem contratar autônomos e, mesmo se houver relação de exclusividade e continuidade na prestação do serviço, não haverá vínculo empregatício, como ocorria antes das novas regras entrarem em vigor.

Home office:

Não haverá controle de jornada. A remuneração do trabalho realizado em casa será por tarefa. No contrato de trabalho deverão constar, além das atividades desempenhadas, regras para equipamentos e definição de responsabilidade pelas despesas. O comparecimento às dependências da empresa contratante para a realização de atividades especificas não descaracteriza o home office.

Trabalho intermitente:

Passam a ser permitidos os contratos em que o trabalho não é contínuo. A convocação do empregado deve ocorrer com três dias de antecedência. A remuneração é por hora de trabalho e não poderá ser inferior ao valor da hora aplicada no salário mínimo. Anteriormente, a CLT não previa esse tipo de vínculo. Os trabalhadores nessas condições terão direito a férias, FGTS, previdência e 13º salário proporcionais.

Almoço:

A CLT determina um período obrigatório de uma hora de almoço. A nova regulamentação permite a negociação entre empregador e empregado. Em caso de redução do intervalo para almoço, o tempo deve ser descontado da jornada de trabalho.

Ações na Justiça:

O trabalhador que não comparecer a audiências ou perder ações na Justiça terá de pagar custos processuais e honorários da parte contrária. Caso o juiz entenda que agiu de má fé, poderá haver multa e pagamento de indenizações. No caso de ações por danos morais, a indenização por ofensas graves cometidas pelo empregador deverá ser de no máximo 50 vezes o último salário contratual do trabalhador. Será obrigatório ainda especificar os valores pedidos nas ações na petição inicial.


Fonte: https://www.cartacapital.com.br/economia/reforma-trabalhista-entra-em-vigor-o-que-muda

“black divas”

Nielsen divulga pesquisa focada na influência de mulheres negras para a cultura americana




Elas são apenas 14% da população feminina americana, mas o impacto é grande. Um dos institutos de pesquisa de mídia mais respeitados do mundo, Nielsen, divulgou um relatório que mostra o poder de influência de mulheres negras em conduzir categorias de produtos e mudar a cultura de consumo, fazendo o que popularmente é chamado de #BlackGirlMagic. 

O próprio nome da pesquisa, “African-american Woman: Our Science, Her Magic”, faz alusão à hashtag, que começou a ser usada como uma forma de agrupar imagens, ideias, e outras formas que ilustram o orgulho em ser uma mulher negra, e com o tempo tornou-se uma espécie de movimento de empoderamento para impulsionar mulheres negras a demonstrar seu lugar único de poder na intersecção entre cultura, comércio e consciência coletiva. 

O relatório diz que as preferências das consumidoras afro-americanas e suas afinidades de marca ressoam em todo o mainstream dos EUA, e a expectativa de total de gastos deste público é de US$ 1,5 trilhão até o ano de 2021. Avanços em categorias chave da análise explicam tal número: mulheres negras crescem em termos de população, escolaridade e empreendedorismo.

Highlights da pesquisa que sinalizam o fenômeno:

64% das mulheres negras concordam que seu objetivo é chegar no topo de sua profissão (95% a mais do que mulheres brancas não-hispânicas)

49% dizem que gostam de aprender sobre produtos ou serviços financeiros, e que regularmente lêem notícias financeiras ou publicações financeiras (34% a mais que mulheres brancas não-hispânicas)

Consumo de mídia

“As mulheres negras são consumidores vorazes de vídeo e outros conteúdos digitais, e são líderes mesmo em categorias de mídia mais tradicionais”, diz Cheryl Grace, da Nielsen. E completa: “[Elas] também são grandes fãs de revistas, mas consomem mais conteúdos multimídia em dispositivos do que qualquer outra categoria de mulheres. Tanto como consumidoras como criadoras, elas serão um excelente nivelador no futuro”

Cada vez mais, mulheres negras estão abraçando seu poder em assumir o controle de como consomem entretenimento e informações, e como querem gastar o dinheiro que ganham. O impacto dessa consciência continuará a moldar as principais facetas de cultura popular americana – do entretenimento e da moda à política e mudança social. Os comerciantes que entendem a influência de tal grupo poderão identificar formas culturalmente impactantes de envolvê-las e, então, encontrar um efeito multiplicador em seu investimento em marketing.

No Brasil tudo ainda é classe


Uma pena que ainda não tenhamos um estudo tão relevante no Brasil que, quando se trata de pesquisa de mercado, tende a focar dados em classe, possivelmente negligenciando um fator cultural importantíssimo para a indústria como todo, que perpassa gênero (mulheres) e com certeza raça (negros e pardos). 

Mas, à parte das discussões profundas e acaloradas sobre a indústria cultural e como marcas lidam com questões de diversidade, é fácil notar que o setor de beleza, por exemplo, já percebeu a importância de mulheres negras para o mercado. Produtos para cabelo, pele e acessórios, que há poucos anos eram praticamente inexistentes, hoje são encontrados nas prateleiras com certa facilidade. E é só ligar a TV (e a internet) para ver mulheres como Karol Conka, Magá Moura, Sheron Menezes, Taís Araújo, e outras “black divas” estampando campanhas, recentemente até de marcas de luxo, como no caso da Mercedes. 

Se lá em terras norte-americanas, onde elas são mesmo minoria (em escala populacional), o impacto já é percebido e absorvido pela indústria, imagina se as marcas brasileiras levassem realmente a sério o fato de que aqui, somos a maioria da população? Provavelmente muito mais dinheiro para o bolso deles, campanhas com uma representação fidedigna do que é povo brasileiro, e bem menos revolta por parte da turma do #representatividadeimporta.


Retirado do Site: http://www.b9.com.br/79487/nielsen-divulga-pesquisa-focada-na-influencia-de-mulheres-negras-para-a-cultura-americana/